Monte Sião assina TAC que prevê a implementação de políticas de enfrentamento ao trabalho infantil

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Município ocupa a 5ª colocação na lista estadual dos piores índices de trabalho infantil

Belo Horizonte (MG) – Promover periodicamente, pelo menos uma vez por ano, a capacitação de todos os profissionais dos órgãos e entidades do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA). Essa é uma das várias obrigações assumidas pelo município de Monte Sião, localizado na região sul de Minas Gerais, após celebrar um termo de ajuste de conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Essa atuação do MPT se deu por meio da Coordenadoria Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância). Em Minas Gerais, ela é coordenada pela procuradora do Trabalho Silvia Domingues Bernardes.

A Coordinfância possui três eixos de atuação: aprendizagem, educação e políticas públicas. E foi com base neste último eixo, no Projeto Resgate a Infância, que o MPT abriu um procedimento para investigar e promover a implementação, a reestruturação e o aperfeiçoamento de políticas públicas relativas ao trabalho infantil de Monte Sião, sobretudo pelo fato de ele ocupar a quinta posição na lista estadual dos piores índices de trabalho infantil. Além disso, ele assinou um compromisso de cofinanciamento federal para executar ações estratégicas de erradicação do trabalho infantil, contudo, não foi constatada atuação nesse sentido.

 

Confira alguns compromissos assumidos pelo município, por meio do TAC

 

MPT na Escola

Dentre as obrigações assumidas pelo município está também a de implementar o MPT na Escola em toda a rede municipal. Trata-se de um projeto estratégico nacional do MPT, o qual reconhece os melhores trabalhos literários, artísticos e culturais produzidos por estudantes de instituições públicas de ensino.

 

Quem deve proteger as crianças e os adolescentes?

De acordo com a Constituição da República, tanto a família quanto a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, diversos direitos, tais como, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à dignidade e ao respeito. Além disso, faz-se necessário ainda livrá-los de todas as formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Dessa forma, o dever de defender e proteger crianças e adolescentes, sobretudo contra a exploração, incluindo a do trabalho infanto-juvenil, abrange tanto o poder público quanto a coletividade.

 

Fatores relacionados ao trabalho infantil

Estes são alguns fatores que se relacionam com o trabalho infantil: renda familiar, grau de escolarização dos pais, dificuldade de acesso à educação, grau de urbanização e de formalidade do mercado de trabalho, gasto público destinado à população infantojuvenil, existência ou não de políticas públicas específicas para o tema, entre outros.

 

Fique ligado!

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As denúncias ao MPT podem ser feitas:

 

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