Projeto sobre influenciadores mirins e trabalho infantil conquista primeiro lugar em torneio de robótica

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Belo Horizonte (MG) – O debate sobre trabalho de crianças e adolescentes no ambiente digital ganhou espaço em um torneio de robótica realizado na cidade de Divinópolis, região central de Belo Horizonte. O projeto "Influenciadores Mirins e o Trabalho Infantil na Era das Redes Sociais", assinado pela equipe Tech.Bots, de alunos do Colégio Roberto Carneiro, conquistou o primeiro lugar na categoria Middle 1 (estudantes de 12 a 15 anos) da 5ª edição do Torneio Brasil de Robótica 2026.

O trabalho foi desenvolvido pelos alunos que contaram com uma atividade de sensibilização sobre o tema, conduzida pela procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) Melina de Sousa Fiorini e Schulze. "Em uma abordagem pedagógica, tratei com os alunos de temas de alta relevância para jovens em formação, como as regras do trabalho protegido para crianças e adolescentes, os riscos e consequências irreparáveis das formas de exploração e as particularidades do seguimento de trabalho artístico, no qual se enquadram os influenciadores mirins, além de uma abordagem da atuação do MPT sobre tráfico de pessoas e trabalho escravo. Fiquei agradavelmente surpresa com a qualidade e densidade do trabalho apresentado pelos alunos", destaca a procuradora.

O torneio adotou como eixo temático um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas: contribuir para a erradicação do trabalho forçado, da escravidão moderna e do tráfico de pessoas, além de assegurar a eliminação das piores formas de trabalho infantil. A proposta estimulou os participantes a pesquisar problemas sociais contemporâneos e desenvolver soluções por meio da robótica e da tecnologia.

O trabalho vencedor teve por objetivo "compreender os impactos jurídicos, sociais e psicológicos decorrentes da atuação de crianças e adolescentes nas redes sociais, bem como a necessidade de regulamentação específica para essa atividade".

O crescimento das redes sociais e da economia digital ampliou a presença de crianças e adolescentes na produção de conteúdo para plataformas como Instagram e TikTok, muitas vezes associada à monetização, publicidade e contratos comerciais. Embora frequentemente apresentada como uma atividade recreativa, essa realidade também suscita debates sobre exposição excessiva, pressão por resultados, rotinas intensas de gravação e possível caracterização de trabalho infantil.

Nas conclusões do trabalho, os alunos apontam que "a ausência de legislação adequada contribui para situações de vulnerabilidade, exploração econômica e violação de direitos fundamentais, tornando necessária a criação de mecanismos normativos capazes de assegurar a efetiva proteção integral da infância no ambiente digital."

A colaboração do MPT ocorreu no âmbito de sua atuação preventiva e educativa, oferecendo subsídios para que os alunos compreendessem os aspectos jurídicos e sociais envolvidos na temática e pudessem desenvolver seus projetos com base em informações qualificadas.

O MPT parabeniza os alunos e o colégio IES Roberto Carneiro pela importância do trabalho desenvolvido.

 

 

 

 

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