MPT vai articular diálogo social para solucionar problemas de motoristas que trafegam na Ponte da Integração

Brasília - O Ministério Público do Trabalho (MPT) vai articular um diálogo social com órgãos responsáveis pela regulação das atividades de transporte de cargas no país. O objetivo é buscar soluções para problemas relacionados às paradas e períodos de descanso de caminhoneiros que trafegam pela Ponte da Integração, inaugurada em 19 de dezembro de 2025 e que faz a ligação entre Brasil e Paraguai.

Em audiência na terça-feira (27.1) o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, recebeu representantes de oito sindicatos rodoviários do Paraná que relataram o problema e solicitaram a ação do MPT para superação dele. O grupo estava acompanhado do integrante do Comitê de Liberdade Sindical da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Sandro Lunardi, que relatou as dificuldades enfrentadas pela categoria na aduana da nova ponte que liga os dois país, construída para aliviar o tráfego intenso da Ponte da Amizade, erguida há mais de 60 anos.

"Os motoristas enfrentam graves problemas no que diz respeito à aduana e às filas, que ocorrem em decorrência dessa aduana. As condições para que esses motoristas possam aguardar nas filas, as condições de descanso, local de parada, banheiros ainda são precárias. Eles precisam de espaço para descanso", ressalta.

A divisa com o Paraguai é apontada como uma das fronteiras terrestres mais movimentadas do Brasil, com circulação diária de cerca de 100 mil pessoas e 45 mil veículos. Segundo Lunardi, a construção da Ponte da Integração, concebida para aliviar o trânsito, "por enquanto está contribuindo para agudizar o problema".

Ele ressalta que a solução depende, inclusive, de entendimentos diplomáticos entre o Brasil e o Paraguai, o que aumenta a importância da promoção de entendimentos no Brasil e, posteriormente, buscar o diálogo com o país vizinho. "Por isso, é fundamental contar com o MPT, que vai nos acompanhar nessa jornada, nessa luta dos trabalhadores", declarou.

Participaram da audiência no MPT os representantes dos sindicatos dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários das cidades de Francisco Beltrão, Maringá, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Dois Vizinhos e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná.

 

Fonte PGT

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