Lista suja do trabalho escravo revela aumento de exploração no meio urbano
Belo Horizonte (MG) – A nova edição da lista suja do trabalho escravo foi divulgada esta semana com o acréscimo de 159 novos empregadores, pessoas jurídicas ou físicas. Agora são 691 listados no Brasil e 122 em Minas Gerais, estado que segue mantendo-se em primeiro lugar no ranking de empregadores incluídos na lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego.

O estado com maior número de novos empregadores é Minas Gerais, com 33 registros, seguido de São Paulo (19), Mato Grosso do Sul (13) e Bahia (12). Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Paraíba aparecem com oito casos cada. Pará, Rio Grande do Sul e Distrito Federal tiveram sete inclusões cada. Paraná e Goiás registraram cinco casos cada.
Desde que foi criada, em 2003, a situação de exploração de trabalho escravo no meio rural, como em lavouras de café, cana de açúcar ou pecuária, era maioria na lista. Nos últimos anos esse cenário vem se alterando e a lista de 2026 revela de modo concreto que o trabalho em condições análogas à escravidão tem sido flagrado também em áreas urbanas e em atividades diversificadas, como trabalho doméstico e construção civil.
"A publicação da lista suja do trabalho escravo é muito importante para o combate a esse mal que ainda assola o nosso país e principalmente o nosso estado de Minas Gerais. Ela é importante para que a sociedade tenha conhecimento da conduta dos empregadores, pois cada vez mais a sociedade exige uma conduta ética das empresas. Para o MPT, isso reforça a atuação do órgão. Participa, junto com o Ministério do Trabalho e do Emprego, de muitas dessas ações, senão de todas, porque somos parceiros, integramos as forças-tarefas. Muitos inquéritos civis, certamente, já contemplam esses casos. Se não houver contemplação desses casos, serão instaurados procedimentos próprios, para que, posteriormente, se tente, ou um termo de ajuste de conduta, ou redunde no ajuizamento de uma ação civil pública", destacou o procurador-chefe do MPT em Minas Gerais, Max Emiliano Sena, ao receber o documento entregue pelo Superintendente Regional do Trabalho e Emprego, Carlos Calazans, nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026.
Como funciona a lista suja – trata-se de um cadastro oficial do governo federal que lista pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por trabalho escravo, após exercerem o direito de defesa na esfera administrativa em duas instâncias. Os empregadores permanecem na lista por dois anos, mas podem ser retirados antes caso firmem acordo com o MTE, quando passam a integrar uma lista de observação.
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