MPT-MG obtém acordo judicial após resgate de trabalhadores em condições de trabalho escravo

Acordo homologado pela Justiça do Trabalho prevê reparação aos trabalhadores resgatados e obriga empregadores a adotar medidas para prevenir novas violações trabalhistas

Patos de Minas (MG) - A atuação do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG) em um caso de trabalho escravo na zona rural de Patos de Minas resultou na homologação de acordo judicial que garante indenizações aos trabalhadores resgatados e estabelece uma série de obrigações destinadas a assegurar condições dignas de trabalho e evitar a repetição das irregularidades constatadas durante fiscalização na propriedade.

O acordo homologado pela Justiça do Trabalho assegura o pagamento de R$ 11.336,07 em verbas salariais e rescisórias pendentes, além de R$ 10 mil por danos morais individuais aos trabalhadores resgatados e R$ 7,5 mil por dano moral coletivo. Considerando os R$ 13.836,07 em verbas rescisórias já pagas, o valor total chega a R$ 42.672,14.

Entre as obrigações assumidas estão a proibição de submeter trabalhadores a condições degradantes, a formalização dos contratos de trabalho, a garantia do pagamento regular de salários e demais direitos trabalhistas, o fornecimento de equipamentos de proteção individual e a manutenção de alojamentos e instalações em conformidade com as normas de saúde, higiene e segurança.

O acordo ainda prevê que o valor referente ao dano moral coletivo será destinado ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos de Patos de Minas.

Compromisso com a prevenção

Além da reparação dos danos causados, o acordo busca evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer. As obrigações assumidas possuem caráter permanente e poderão ser fiscalizadas pelos órgãos competentes.

Entre as medidas previstas estão o registro formal dos trabalhadores, a observância das normas de saúde e segurança no trabalho, a oferta de condições adequadas de alojamento e a garantia dos direitos trabalhistas previstos na legislação.

Em caso de descumprimento, os empregadores estarão sujeitos ao pagamento de multa de R$ 10 mil por obrigação violada.

Entenda o caso

A ação civil pública foi ajuizada pelo MPT-MG após fiscalização identificar trabalhadores submetidos a condições de trabalho escravo em uma propriedade rural da região de Patos de Minas.

As irregularidades constatadas incluíam violações relacionadas às condições de trabalho, alojamento e proteção dos trabalhadores, motivando a atuação das autoridades e o posterior ajuizamento da ação pelo Ministério Público do Trabalho.

Com a homologação do acordo, o caso avança para uma etapa de reparação dos danos causados aos trabalhadores e de fortalecimento das medidas destinadas a garantir o respeito aos direitos trabalhistas no meio rural.

 

Acesse também o vídeo sobre o resgate. 

 

Leia também: 

Liminar obtida pelo MPT bloqueia bens de proprietários de fazenda onde houve resgate de trabalhadores

Representante de carvoaria assina TAC após resgate de 2 trabalhadores

 Força Tarefa MPT, MTE e PRF resgata dois trabalhadores em condições análogas à escravidão em Minas Gerais

 

 

 

 

--

Esta matéria tem cunho informativo. Permitida a reprodução mediante citação da fonte.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais
Tel. (31) 3279-3000
prt03.ascom@mpt.mp.br
Siga-nos no Instagram e no YouTube e saiba mais sobre a atuação do MPT.

Imprimir