“É preciso desconstruir estereótipos e discriminações em relação à idade”

PRT 3 promove evento sobre Etarismo, com palestra da subprocuradora-geral do Trabalho

Belo Horizonte (MG) – Na última quinta-feira, 24/4, a Procuradoria Regional do Trabalho em Minas Gerais (PRT 3) promoveu uma palestra sobre "Etarismo no trabalho". O evento, mediado pela procuradora regional do Trabalho, Coordenadora do Comitê, Lutiana Nacur Lorentz, abordou os desafios e as reflexões sobre o preconceito relacionado à idade no ambiente profissional e teve como objetivo colaborar com a promoção de um ambiente de trabalho mais inclusivo, respeitoso e colaborativo entre as diferentes gerações que atuam na procuradoria.

"É preciso desfazer e desconstruir os estereótipos e discriminações em relação à idade", assim a palestrante, subprocuradora-geral do Trabalho Maria Aparecida Gugel, iniciou a participação, destacando a necessidade de conscientização sobre o assunto. Ela ressaltou que é "no nosso dia a dia que mudamos a cultura, a prática e os costumes", inclusive internalizando os objetivos e as diretrizes da política nacional de equidade, raça e diversidade.

Para tanto, ela recomenda uma comunicação aberta, a igualdade de tratamento e uma maior compreensão, principalmente em relação às faixas etárias de 60 anos ou mais, uma vez que "tendem a ser mais vulneráveis em diferentes ambientes e classes sociais". E essa conscientização passa por falar e entender melhor sobre o tema, bem como deve abranger todas as idades, desde os que entraram recentemente na instituição até os que estão próximos de se aposentarem. Aliás, em relação à aposentadoria, ela ressaltou que "todas as idades precisam se comunicarem e se prepararem" nesse sentido.

Gugel afirmou que é preciso enxergar os diferentes momentos da vida e as respectivas necessidades pelas quais as pessoas passam. Assim, torna-se ainda mais importante ter um "olhar qualificado" para entender as distinções entre as faixas etárias e as respectivas discriminações, as quais podem ser praticadas frequentemente e sequer serem percebidas. E isso pode ocorrer tanto em relação aos mais jovens quanto aos mais experientes. Nesse sentido, a quebra de estereótipos; a colaboração intergeracional; o compartilhamento de responsabilidades; o incentivo à capacitação e a percepção dos gestores e gestoras a fim de "colocarem todos no mesmo caminho" podem contribuir sobremaneira para a construção de um ambiente laboral mais inclusivo, diverso, respeitoso e colaborativo.

Além de etarismo, idadismo e ageísmo são termos também relacionados às discriminações das faixas etárias.

O evento foi precedido de enquete e campanhas internas promovidas pela Assessoria de Comunicação da PRT da 3ª Região, a partir de iniciativa do Comitê, com divulgação física e virtual de cards informativos e disponibilização de formulários com perguntas e espaço para registro de contribuições sobre o tema. O resultado da enquete foi abordado durante a palestra.

A palestra, realizada por videoconferência, inclusive com transmissão no auditório da PRT 3, foi uma iniciativa do Comitê de Equidade Regional, coordenado pela procuradora-regional do Trabalho, Lutiana Nacur Lorentz e integrado também pela procuradora do Trabalho Luciana Marques Coutinho, procurador do trabalho Túlio Mota Alvarenga e pelas servidoras Ana Paula de Ávila Pinto, Aline Ruas Rabelo, Érica das Neves França e Juliana Carneiro Espeschit Arantes. Ao final do evento foi promovido um lanche coletivo e comunitário entre os presentes no auditório.

 

Censo demográfico – MPT 2024

Segundo a subprocuradora-geral do Trabalho, o censo demográfico de 2024 do MPT indicou que:

  • 57 pessoas estão na faixa entre 18 e 20 anos;
  • 1.057 pessoas estão na faixa entre 51 e 60 anos;
  • 364 pessoas estão na faixa entre 61 e 70 anos;
  • 49 pessoas estão na faixa entre 71 e 80 anos.

 

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