Exposição “Alegrar a terra” está no MPT-MG até 10/11

20 painéis com imagens e textos apresentam os resultados do projeto Hãmhi Terra Viva

Belo Horizonte (MG) – A exposição Hãmhitupmã: alegrar a terra estará no hall de entrada da sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), que fica na rua Bernardo Guimarães, 1615, em Belo Horizonte, até 10 de novembro. Aberta ao público externo, poderá ser visitada em dias úteis, das 9h às 16h, gratuitamente. A exposição é promovida pelo Instituto Opaoká, em parceria com o povo indígena Tikmu'un-Maxakali e conta com o apoio do MPT na seção do espaço físico para dar visibilidade à causa.

O conjunto de 20 painéis com fotografias e textos apresenta os resultados do projeto Hãmhi Terra Viva voltado para o reflorestamento da Mata Atlântica e geração de renda aos povos maxakalis da região vale do Mucuri- Bertopolis, Águas Formosas, todas na base de Teófilo Otoni. O projeto já proporcionou a restauração de 156 hectares de áreas degradadas e a implantação de 60 hectares de quintais agroflorestais.

"A proteção de povos originários, a garantia da preservação de suas terras é tema caro para o MPT, tanto mais pelo resultado em geração de renda para as comunidades e pelo exemplo de sustentabilidade que o projeto representa", sendo assim, é uma satisfação para o MPT ceder espaço em sua sede para ajudar a dar visibilidade ao projeto", enfatiza a vice-procuradora chefe do MPT, Fernanda Brito Pereira.

A exposição objetiva fomentar as reflexões sobre a recuperação de terras indígenas. Ela revela a experiência de reconexão com a terra, a Mata Atlântica e a vida comum, em meio a um cenário de resistência e luta contra a devastação desses territórios.

De acordo com os organizadores, Hãmhitupmã: alegrar a terra "é um convite a curar uma terra adoecida pela devastação que já se arrasta há mais de dois séculos nos territórios desses povos".

 

Saiba mais sobre o projeto Hãmhi Terra Viva

Realizado pelo Instituto Opaoká, o principal objetivo do projeto é formar agentes agroflorestais Tikmũ'ũn responsáveis pela implementação e manejo de quintais agroflorestais e pela recomposição florestal. A ideia é aliar os conhecimentos tradicionais aos princípios da agroecologia na recuperação ambiental de suas terras e reconquista da soberania alimentar. Além disso, o projeto busca, por exemplo, implementar viveiros educativos nas aldeias e promover intercâmbio com jovens de comunidades da Mata Atlântica. Clique aqui e saiba mais sobre o Hãmhi Terra Viva.

 

O povo Tikmũ'ũn

Com 2.629 pessoas, o povo Tikmũ'ũn também é conhecido como Maxakali e fala a língua Maxakali. Originários de várias regiões, eles estão distribuídos em quatro territórios em Minas Gerais: Santa Helena de Minas, Bertópolis, Ladainha e Teófilo Otoni.

 

Serviço

  • Exposição Hãmhitupmã: alegrar a terra, do projeto Hãmhi Terra Viva
  • Período de exposição: de 12 de agosto a 10 novembro, de segunda a sexta-feira (dias úteis), das 9h às 16h
  • Público: aberta ao público em geral e de forma gratuita
  • Local: hall de entrada do MPT-MG (Rua Bernardo Guimarães, 1.615, Funcionários, Belo Horizonte/MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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