Preparatório para concurso não poderá exigir horas extras além do limite legal

segunda-feira, 9 julho 2012,11:51

O Centro de Treinamento para concurso Ser Pleno assinou Termo de Ajustamento de Conduta perante o Ministério Público do Trabalho se comprometendo a não exigir de seus empregados horas extras além do limite legal, entre outras obrigações.

A escola foi denunciada ao MPT por manter empregados sem carteira assinada, exigir horas extras além do limite legal e não pagá-las devidamente. De acordo com a procuradora Lutiana Nacur Lorentz a fiscalização do trabalho confirmou estas três denúncias e autuou a empresa pelas irregularidades, que agora estão sendo coibidas por meio do TAC.

O acordo estabelece também que o pagamento de horas extras deverá ser feito até o 5º dia útil do mês subsequente e o pagamento de férias pelo menos dois dias antes do período. Caso seja flagrado mantendo empregados sem registro ou descumprindo qualquer das três obrigações assumidas, o Ser Pleno estará sujeito a pagar multa de R$ 500,00 por empregado em situação irregular.

Processo nº: IC 1248.2010.03.000/7

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88 investigaçõs resultaram em assinatura de TAC em junho

sexta-feira, 6 julho 2012,14:41

De acordo com dados do relatório de estatística do MPT Digital, em junho, 88 investigações resultaram em assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) perante o Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais, 20% a menos em comparação com o mês anterior. 74 acordos foram firmados por intermédio das Procuradorias do Trabalho no interior. As unidades de Governador Valadares e Juiz de Fora apresentaram o maior número de TACs firmados : 13.

TACs firmados por unidade:
Belo Horizonte: 14
Governador Valadares: 13
Juiz de Fora: 13
Coronel Fabriciano: 12
Varginha: 11
Patos de Minas: 10
Teófilo Otoni: 09
Divinópolis: 03
Pouso Alegre: 03
Montes Claros:0
Uberlândia: 0

 

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Fazenda é condenada a pagar R$ 390 mil por dano moral

sexta-feira, 22 junho 2012,14:30

Na fazenda Santo Aurélio, zona rural de Paracatu, foram encontrados 13 trabalhadores em condições degradantes

Patos Minas – A Justiça do Trabalho condenou o proprietário da fazenda Santo Aurélio, localizada na zona rural de Paracatu, por manter 13 trabalhadores sem registro e em condições degradantes.

A sentença determina que o criador de gados e proprietário da fazenda, Simão Sarkis Simão, pague ao Fundo de Amparo ao Trabalhador indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 390 mil. Além disso, deverá pagar indenizações individuais de R$ 30 mil a cada trabalhador também a título de reparação do dano.

“A situação foi classificada como degradante porque os empregados trabalhavam não estavam recebendo salários, não tinham moradia, nem alimentação e trabalhavam a 40 quilômetros da cidade de Paracatu, em local sem transporte regular”, explica o procurador que atuou no caso e responsável pelo ajuizamento da ação civil pública, Paulo Veloso.

Além das indenizações, uma série de 36 obrigações deverão ser observadas pelo réu, sob pena de multa no valor de R$ 1 mil por trabalhador encontrado em situação irregular e por obrigação descumprida.

Entre as obrigações estão manter empregados registrados, controle adequado de jornada com intervalos e descansos devidos, adequação de alojamentos e frentes de trabalho, conforme prevê a legislação, bem como pagamentos de salários e demais direitos devidos aos empregados.

Entenda o caso: A fazenda Santo Aurélio foi alvo de fiscalização pela Gerência Regional do Trabalho em Paracatu. Durante a ação fiscal, os empregados contratados para roçar o pasto da propriedade rural foram resgatadosem virtude da precariedade das condições de trabalho.

A promessa do intermediador de mão de obra era de salário de R$ 35 reais por dia para roçar pasto, mas a realidade flagrada pela fiscalização e narrada pelos trabalhadores era bem diferente:

Sobre o banho: “nós banhava numa barragem suja, que o gado bebia água. A barragem era pequena e suja e o gado ficava atravessando ela”. João Batista Nunes de Souza

Sobre a água de beber: “tomava água da cisterna meio com nojo, porque a cisterna não tinha tampa, tinha sapo, rato e cobra,” Edcarlos Rodrigues e Geovani Martins.

O relatório da fiscalização do trabalho fundamentou a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho. Na sentença, publicada nessa quinta-feira, 21, a juíza da Vara do Trabalho de Paracatu, Priscila Rajão Pacheco, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados pelo MPT.

Além das obrigações relativas ao registro dos empregados e meio ambiente de trabalho, o Réu terá que quitar as verbas rescisórias de todos os trabalhadores, o que não foi realizado na ocasião do resgate, explica Paulo Veloso.

Ainda pode recorrer da decisão.

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Número de TACs aumenta 32%

quarta-feira, 13 junho 2012,13:32

No mês de maio, 110 Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) foram assinados perante o Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais, 35  a mais do que no mês anterior.  Desse total, 95  foram propostos pelas Procuradorias do Trabalho no interior. A unidade de Governador Valadares apresentou o maior número de acordos firmados: 28. O tema Meio Ambiente do Trabalho continua sendo o tema mais recorrente, segundo dados do Relatório de Estatística do MPT Digital.

TACs firmados por unidade:
Governador Valadares: 28
Belo Horizonte:15
Patos de Minas: 15
Coronel Fabriciano: 13
Juiz de Fora: 13
Divinópolis: 09
Pouso Alegre: 09
Varginha: 06
Montes Claros: 01
Uberlândia: 01
Teófilo Otoni: 0

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MPT leva campanha sobre trabalho infantil para a rede municipal de ensino de BH

terça-feira, 12 junho 2012,14:05

Procuradora Virgínia Leite falou combate ao trabalho infantil para cerca de 80 professores da rede municipal de BH

Cerca de 80 professores da rede municipal de ensino de Belo Horizonte, reunidos na Secretaria Municipal de Educação, nesta segunda-feira, 11, assistiram à palestra sobre combate ao trabalho infantil proferida pela procuradora do Trabalho Virgínia Leite.

Evitar que crianças e jovens sejam submetidas a toda e qualquer forma de exploração é a meta ideal para o Ministério Público do Trabalho e das demais entidades que lidam com o tema, explicou a procuradora: “Quando resgatamos crianças e adolescentes do trabalho o prejuízo moral, social e intelectual já foi consumado. É esse prejuízo irreparável que precisamos evitar, daí a necessidade de promover a conscientização da sociedade”, enfatizou Virgínia Leite.

2.500 cartilhas serão encaminhadas para bibliotecas polo da rede municipal de BH

Os professores, integrantes do Fórum da Educação Básica, exercem o papel de elo entre as escolas e a Secretaria Municipal de Educação – SMED e manifestaram ter conhecimento de situações de trabalho infantil nas escolas. Virgínia Leite apresentou a eles as principais disposições legais de proteção à criança e ao adolescente e explicou sobre as regras da aprendizagem profissional.

Adriana Mota, membro do Fórum da Educação Básica, recebeu o MPT na SMED

Quarenta kits contendo um total de 2.500 cartilhas foram entregues à Gerência de Educação Básica e Inclusão. O material será encaminhado para Bibliotecas-polo em todas as regionais da cidade, explicou Adriana Mota, membro da Gerência.

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