“Não quero continuar sendo escrava”, desabafa doméstica explorada por 40 anos
TAC firmado com MPT assegurou a transferência de propriedade de imóvel da família como parte de indenização
Belo Horizonte (MG) – "Não quero continuar sendo escrava de ninguém". Esse desabafo dá uma noção do sofrimento de uma mulher submetida a condições análogas à de escravo, por cerca de 40 anos, em uma residência em Belo Horizonte/MG. A vítima vem sendo atendida pela rede de proteção há alguns meses, já recebeu os débitos trabalhistas e agora, como resultado de acordo via termo de ajustamento de conduta (TAC), firmado perante o Ministério Público do Trabalho (MPT) foi concluída a transferência de um imóvel de propriedade da família para a trabalhadora, a título de reparação pelo dano moral.