Subsidiária da Cemig é condenada por terceirizar atividade essencial

quinta-feira, 20 junho 2013,12:44

Na última semana, a estratégia de terceirizar 260 postos de trabalho da atividade-fim e manter apenas 85 empregados diretos rendeu à Cemig Telecomunicações S.A (CEMIGTelecom) uma condenação em ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT). Parte da decisão foi dada em sede de antecipação de tutela, o que sinaliza ilícito grave, que não pode esperar a conclusão do processo para ser estancado.

De imediato, a empresa terá que parar de contratar trabalhadores para exercer suas atividades essenciais por intermédio de terceiros e cumprir seu dever legal de contratar por concurso público. A sentença dá 11 meses para a CEMIGTelecom romper com os seis contratos de terceirização de atividade-fim, descritos na inicial da ação do MPT, e determina o pagamento de indenização por dano moral no valor de R$ 200 mil, ao Fundo de Amparo ao Trabalhador, após o trânsito em julgado.

A CEMIGTelecom possui redes de fibra ótica em 29 cidades do estado de Minas que aluga para operadoras de telecomunicações. Seu objeto social inclui implantação e manutenção destas redes, serviços que são executados por 260 trabalhadores terceirizados. Durante a fiscalização na empresa, para a pergunta: De quem você recebe ordem e a quem presta contas de seus serviços? Empregados das terceirizadas apontaram cinco funcionários da Cemig, evidenciando subordinação.

“Subordinação, pessoalidade e onerosidade são condições que implicam na caracterização do vínculo empregatício. Todos estes requisitos foram identificados neste caso em relação tomadora de serviços CEMIGTelecom, configurando a fraude conhecida como “marchandage”, equiparação do trabalho humano a condição de mercadoria”, explica a procuradora que atuou no caso, Luciana Coutinho.

Na inicial da ação, a procuradora do Trabalho Luciana Coutinho também demonstrou a disparidade de salários e benefícios entre empregados diretos da CEMIGTelecom e terceirizados: Um empregado da Cemigtelecom recebe o salário médio de R$ 5 mil, mais assistência médica, odontológica, tíquete alimentação superior a R$ 600,00, abono salarial, participação nos lucros, auxílio creche, entre outros benefícios. Para o terceirizado a realidade é bem diferente: salário médio de R$ 900,00, mais tíquete refeição inferior a R$ 300,00. Alguns nem recebem tíquete.

Por fim, as consequências negativas da fraude prejudicam toda a coletividade, argumentou a procuradora na ação: “Tratando-se de empresa subsidiária da Cemig, pública, deveria contratar empregados por meio do certame público. As irregularidades praticadas geram lesão difusa ao direito de todos os trabalhadores, que poderiam, pela legítima via do concurso público, disputar um emprego público na Cemig Telecomunicações”, argumenta Luciana Coutinho.

 

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Trabalho infantil é tema de debate hoje em BH

quinta-feira, 13 junho 2013,13:39

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Os procuradores Rafael Marques e Elaine Nassif representam o MPT no evento

Belo Horizonte sedia, hoje e amanhã, o Encontro Preparatório para a III Conferência Global sobre o Trabalho Infantil, que será realizada em Brasília, no mês de outubro.

Além de fomentar o debate sobre o tema, o encontro também tem por finalidade eleger um representante da região Sudeste para a conferência.

http://ascom.prt3.mpt.mp.br/treze/wp-content/uploads/Conferencia-TI-2.jpg 200w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" style="padding: 1px;">O Ministério Público do Trabalho está representado pelo coordenador Nacional da Coordinfância, Rafael Dias Marques e pela representante regional da Coordinfância, Elaine Nassif.

Na manhã de hoje, a secretaria nacional de Assistencia Social do Ministério do Desenvolvimento Social, Denise Colin falou sobre o enfrentamento do trabalho infantil rural. “A secretária apresentou uma proposta interessante, a da escola alternada, que envolve as confederações e os sindicatos rurais e de trabalhadores rurais, com vistas a pactuar a viabilidade dessas crianças e adolescentes concluírem os estudos, pois a atividade rural, seja por relação de trabalho no âmbito familiar ou fora dele, leva à evasão escolar”, relatou Elaine Nassif.

 

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PL que amplia terceirização será apreciado hoje na CCJ

terça-feira, 11 junho 2013,11:37

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Foto site Assembléia de Minas

MPT participou de debate sobre o tema na ALMG

As consequências negativas da aprovação do projeto de Lei 4.330/04, que será apreciado hoje, 11, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, foram assuntos de debate realizado na Assembleia Legislativa de Belo Horizonte, nesta segunda-feira, 10.

O debate, promovido pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, a convite do deputado Durval Ângelo, foi um dos desdobramentos do Ato Público promovido pelo Ministério Público do Trabalho, em Belo Horizonte, no dia 20 de maio.

Além do Deputado Estadual Durval Ângelo, presidente da Comissão, estiveram presentes os Deputados Estaduais Celinho do Sinttrocel e Rogério Correia, e Deputada Federal Jô Moraes. Representando o Ministério Público do Trabalho compareceram o Procurador-Chefe, Helder Amorim, e a Procuradora-Chefe-Substituta da PRT 3ª Região, Sônia Toledo. A ANPT também esteve presente na pessoa de sua Diretora de Comunicação, a Procuradora Regional do Trabalho Yamara Figueiredo. O evento ainda contou com a participação dos representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, com a ampla participação de representantes das centrais sindicais, de diversos sindicatos e da população.

Em sua exposição, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais, Helder Amorim, classificou como inaceitável e inconstitucional a amplitude da terceirização proposta pelo projeto: “Esse projeto de lei, ao propor disseminar a terceirização sem limite, nas atividades finalísticas das empresas, é a mais radical investida de flexibilização dos direitos fundamentais dos trabalhadores desde a Constituição de 1988. No âmbito da Administração Pública, o projeto de lei viola diretamente os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade”.

Além de ampliar a discussão sobre o tema, o debate público resultou na aprovação de quatro requerimentos, alguns sugeridos pela Procuradora-Chefe Substituta, Sônia Toledo, a exemplo do envio de correspondência aos Deputados Federais integrantes da CCJ da Câmara dos Deputados, ainda na data de ontem, relatando a contrariedade manifestada por todas as entidades e instituições presentes ao Debate Público, contra o Projeto de Lei, e o envio de comunicação à 102ª Conferência da OIT, que se encontra em curso, relatando o propósito precarizador dos direitos dos tralhadores, veiculado pelo PL 4.330/2004.

Ainda restaram aprovados requerimentos de envio das notas taquigráficas da Audiência Pública para diversas instâncias do poder público, inclusive para a Presidência da República, exigindo uma posição do Governo Federal a respeito da proposição.

Um abaixo assinado eletrônico lançado no dia do Ato Público, no Ministério Público do Trabalho, já conta com mais de 1.300 assinaturas. Você ainda pode assinar. Clique aqui

Leia também: – Artigo Procurador do Trabalho Helder Amorim:  O PL 4.330/2004 e a Inconstitucionalidade da Terceirização Sem Limite
– 
Terceirização desmedida preocupa parlamentares mineiros
– Debate público discute projeto de lei que amplia terceirização no trabalho

 

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REP já é NOTÍCIA DE FATO no MPT Digital

sexta-feira, 7 junho 2013,10:11

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ícia-Fato2.jpg 640w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" style="padding: 1px;">

A novidade entrou no ar no início desta semana

Desde terça-feira, 4, todos os procedimentos que os usuários cadastravam como Representação no MPT Digital passaram a receber automaticamente a denominação “Notícia de Fato”. A novidade concretiza, no Brasil inteiro, uma mudança oficializada pela Portaria PGT 241, de 24 de abril deste ano, que estabeleceu também a numeração única para os processos administrativos da atividade-fim do MPT.

“Notícia de fato” é uma das modalidades de procedimento fixadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público do Trabalho, para unificar a nomenclatura de procedimentos em todos os ramos do Ministério Público.

“Essa é mais uma entre as diversas medidas que estão sendo implementadas, no âmbito do MPT, para integrar os sistemas de todas as regionais, possibilitar a pesquisa unificada e evitar transtornos como a abertura de mais de uma investigação para o mesmo investigado”, explica o titular da Coordenadoria de Órgãos Agente e Interveniente, Aloísio Alves.

Entenda o que significa cada grupo de números da Notícia de Fato de 000001.2013.03.010/6, aberta pela PTM Divinópolis neste ano.

000001: Número sequencial
002013: Ano da criação do processo
000 03: Regional a que pertence
00 010: PTM em que tramita
000/6: Dígito verificador

As dez PTMs mineiras estão ordenadas pela data de instalação. Confira:

001 – Uberlândia
002 – Juiz de Fora
003 – Varginha


004 – Patos de Minas
005 – Montes Claros
006 – Governardor Valadares
007 – Coronel Fabriciano
008 – Teófilo Otoni
009 – Pouso Alegre
010 – Divinópolis

 

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Setor sucroalcoleiro é o campeão em irregularidades

quinta-feira, 23 maio 2013,12:46

http://ascom.prt3.mpt.mp.br/treze/wp-content/uploads/sucroalcoleiros1.jpg 330w" sizes="(max-width: 330px) 100vw, 330px" style="padding: 1px;">O combate ao trabalhado degradante em lavouras de cana de açúcar é um dos temas mais enfrentados pelo MPT na região. “Entre 2008 e 2012 fizemos 25 operações em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego. Mais de 800 trabalhadores foram resgatados e mais R$ 10 milhões pagos em diferenças salariais e indenizações. Entre os oito temas eleitos como prioritários pelo Ministério Público do Trabalho, os mais recorrentes na região de Uberlândia são: meio ambiente de trabalho inadequado, impedimentos à liberdade sindical e fraudes nas relações de trabalho.

Nestes dez anos o cenário das inspeções mudou bastante, relata Eliaquim Queiroz, a mecanização está em praticamente todas as lavouras: “A exploração de trabalhadores na colheita manual já não é mais a regra aqui na Região. Um trabalho que é resultado da parceira entre o MPT e outros órgão como o Ministério do Trabalho e Emprego e o Tribunal Regional do Trabalho.”

A interlocução entre os órgãos do poder público e o conhecimento profundo da realidade social permitem que as irregularidades sejam enfrentadas de modo rápido e efetivo, entende o juiz do Trabalho em Iturama, Alexandre Chibante, que tem o MPT como parceiro na região. Chibante faz questão de citar algumas irregularidades graves prontamente enfrentadas, somando as competências do MPT, do Ministério do Trabalho e da Justiça do Trabalho: turno ininterrupto, trabalho por produção, não pagamento de salários, dumping social…

“Vamos juntos para as ruas fazer a Justiça itinerante, mostrar qual é o nosso trabalho e conhecer o reclames da população, sem medo de promover a paz social. Ninguém que tenha visto um trabalhador dar mais de 7 mil golpes de facão para colher duas toneladas e meia de cana/dia, profere uma sentença conivente com tal situação, sabendo que a colheita mecanizada já é uma realidade possível”, enfatiza o juiz.

Leia também:

10 ANOS: PTM Uberlândia abriu mais de 3 mil investigações no período

10 ANOS: Usina da British Petroleum vai trocar frota para evitar excesso de carga

Ministério Público do Trabalho completa 10 de interiorização em Minas

 

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