Dez municípios assinaram Termo de Cooperação com o MPT em Patrocínio

quinta-feira, 27 junho 2013,13:11

Dez municípios enviaram representantes, em especial secretários municipais das áreas de ação social, educação e trabalho, para a audiência pública realizada em Patrocínio, nesta quarta-feira, 26. Na ocasião, o Ministério Público do Trabalho (MPT) apresentou seis projetos nacionais de incentivo à promoção de políticas públicas a municípios com populações de 20 a 100 mil habitantes, das regiões do Triângulo Mineiro, Noroeste e Alto Paranaíba.

O Termo de Cooperação proposto pelo MPT foi assinado pelos dez municípios o que deverá resultar em 46 implementações nos próximos meses.

“O Ministério Público do Trabalho veio nos falar ao pé do ouvido, para que não venha nos puxar a orelha depois”, disse o Secretário de Desenvolvimento Social de Patrocínio, Eduardo Arantes, ao assinar o Termo de Cooperação proposto pelo MPT. O secretário assumiu em nome do município o compromisso de implementar os seis projetos apresentados pelo MPT.

Durante a apresentação do primeiro projeto, o Inclusão Legal, a procuradora do Trabalho, Silvia Bernardes Rossi, salientou que o objetivo é quebrar o paradigma da falta de profissional qualificado. “O papel do município será de identificar as pessoas com deficiência e o grau do problema, para remeter ao SINE, às entidades do sistema S e ao MPT. De posse destas listagens, teremos mais facilidade em promover capacitação e inserção destas pessoas no mercado de trabalho”, ressaltou a procuradora.

Silvia Bernardes encerrou sua apresentação lembrando que no Brasil vivem 24,5 mil pessoas com deficiência. “Cidadãos como nós, detentores de todos os direitos, inclusive a cidadania pelo trabalho. Cabe ao MPT, aos Municípios e aos cidadãos garantir-lhe o acesso a estes direitos.”

O projeto de combate ao trabalho degradante ou escravo foi apresentado pela procuradora Adriana Augusta de Moura que orientou os presentes sobre a ampliação da abrangência do código penal que, atualmente, considera a jornada exaustiva, as condições degradantes e a restrição da liberdade de locomoção do trabalhador como situações que tipificam o trabalho degradante.

Segundo Adriana Augusta, 30% dos trabalhadores resgatados voltam a ser explorados em virtude da falta de perspectiva profissional. “A proposta deste projeto é que os municípios invistam na capacitação de trabalhadores resgatados, para quebrarmos esse ciclo de exploração”.

O apoio dos municípios ao projeto Carga Pesada se dá pela ajuda na identificação de mão-de-obra avulsa e à atuação de sindicatos idôneos, destacou o procurador Geraldo Emediato de Souza. “O uso constante da mão de obra requer a formalização de contrato de trabalho. “Sem registro o trabalhador está a margem da legislação trabalhista. Adoecido ficará a margem de tudo”, ressaltou Emediato.

O projeto MPT na escola prevê a capacitação de professores a desenvolver metodologia que envolva escola, família e crianças na discussão do tema, para quebrar o paradigma de que trabalhar é melhor do que estudar”, destacou a procuradora do Trabalho Silvia Bernardes. Cada município que tenha assinado o Termo de Cooperação neste tema, poderá indicar dois representantes para participar de uma capacitação no MPT em Belo Horizonte, prevista para setembro deste ano.

O quinto projeto apresentado pelo MPT em Patrocínio, Terceirização sem Calote, orienta os municípios sobre as implicações legais em caso de comprovada culpa do gestor municipal na eleição da empresa prestadora ou em caso de fiscalização insatisfatória. “O objetivo principal do projeto é orientar os municípios a adotar medidas de prevenção de calotes a trabalhadores envolvidos nestes contratos de terceirização. Importante salientar, no entanto, que o MPT tem competência para ajuizar ação coletiva exigindo a responsabilidade subsidiária do município, mesmo que ele esteja em dia com o pagamento de faturas à empresa terceirizada que lesou seus empregados”, explicou Adriana Moura.

A realidade enfrentada por trabalhadores de matadouros foi apresentada em vídeo pelo procurador do Trabalho Geraldo Emediato de Souza. Imagens marcantes deram aos presentes a noção de um cenário que não repercute apenas na vida de trabalhadores. “Condições inadequadas de trabalho, sanitárias e de higiene resultam na proliferação de diversas doenças, tanto para quem manuseia a carne quanto para o consumidor”, ressaltou Emediato.

 

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Subsidiária da Cemig é condenada por terceirizar atividade essencial

quinta-feira, 20 junho 2013,12:44

Na última semana, a estratégia de terceirizar 260 postos de trabalho da atividade-fim e manter apenas 85 empregados diretos rendeu à Cemig Telecomunicações S.A (CEMIGTelecom) uma condenação em ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT). Parte da decisão foi dada em sede de antecipação de tutela, o que sinaliza ilícito grave, que não pode esperar a conclusão do processo para ser estancado.

De imediato, a empresa terá que parar de contratar trabalhadores para exercer suas atividades essenciais por intermédio de terceiros e cumprir seu dever legal de contratar por concurso público. A sentença dá 11 meses para a CEMIGTelecom romper com os seis contratos de terceirização de atividade-fim, descritos na inicial da ação do MPT, e determina o pagamento de indenização por dano moral no valor de R$ 200 mil, ao Fundo de Amparo ao Trabalhador, após o trânsito em julgado.

A CEMIGTelecom possui redes de fibra ótica em 29 cidades do estado de Minas que aluga para operadoras de telecomunicações. Seu objeto social inclui implantação e manutenção destas redes, serviços que são executados por 260 trabalhadores terceirizados. Durante a fiscalização na empresa, para a pergunta: De quem você recebe ordem e a quem presta contas de seus serviços? Empregados das terceirizadas apontaram cinco funcionários da Cemig, evidenciando subordinação.

“Subordinação, pessoalidade e onerosidade são condições que implicam na caracterização do vínculo empregatício. Todos estes requisitos foram identificados neste caso em relação tomadora de serviços CEMIGTelecom, configurando a fraude conhecida como “marchandage”, equiparação do trabalho humano a condição de mercadoria”, explica a procuradora que atuou no caso, Luciana Coutinho.

Na inicial da ação, a procuradora do Trabalho Luciana Coutinho também demonstrou a disparidade de salários e benefícios entre empregados diretos da CEMIGTelecom e terceirizados: Um empregado da Cemigtelecom recebe o salário médio de R$ 5 mil, mais assistência médica, odontológica, tíquete alimentação superior a R$ 600,00, abono salarial, participação nos lucros, auxílio creche, entre outros benefícios. Para o terceirizado a realidade é bem diferente: salário médio de R$ 900,00, mais tíquete refeição inferior a R$ 300,00. Alguns nem recebem tíquete.

Por fim, as consequências negativas da fraude prejudicam toda a coletividade, argumentou a procuradora na ação: “Tratando-se de empresa subsidiária da Cemig, pública, deveria contratar empregados por meio do certame público. As irregularidades praticadas geram lesão difusa ao direito de todos os trabalhadores, que poderiam, pela legítima via do concurso público, disputar um emprego público na Cemig Telecomunicações”, argumenta Luciana Coutinho.

 

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Trabalho infantil é tema de debate hoje em BH

quinta-feira, 13 junho 2013,13:39

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Os procuradores Rafael Marques e Elaine Nassif representam o MPT no evento

Belo Horizonte sedia, hoje e amanhã, o Encontro Preparatório para a III Conferência Global sobre o Trabalho Infantil, que será realizada em Brasília, no mês de outubro.

Além de fomentar o debate sobre o tema, o encontro também tem por finalidade eleger um representante da região Sudeste para a conferência.

http://ascom.prt3.mpt.mp.br/treze/wp-content/uploads/Conferencia-TI-2.jpg 200w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" style="padding: 1px;">O Ministério Público do Trabalho está representado pelo coordenador Nacional da Coordinfância, Rafael Dias Marques e pela representante regional da Coordinfância, Elaine Nassif.

Na manhã de hoje, a secretaria nacional de Assistencia Social do Ministério do Desenvolvimento Social, Denise Colin falou sobre o enfrentamento do trabalho infantil rural. “A secretária apresentou uma proposta interessante, a da escola alternada, que envolve as confederações e os sindicatos rurais e de trabalhadores rurais, com vistas a pactuar a viabilidade dessas crianças e adolescentes concluírem os estudos, pois a atividade rural, seja por relação de trabalho no âmbito familiar ou fora dele, leva à evasão escolar”, relatou Elaine Nassif.

 

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PL que amplia terceirização será apreciado hoje na CCJ

terça-feira, 11 junho 2013,11:37

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Foto site Assembléia de Minas

MPT participou de debate sobre o tema na ALMG

As consequências negativas da aprovação do projeto de Lei 4.330/04, que será apreciado hoje, 11, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, foram assuntos de debate realizado na Assembleia Legislativa de Belo Horizonte, nesta segunda-feira, 10.

O debate, promovido pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, a convite do deputado Durval Ângelo, foi um dos desdobramentos do Ato Público promovido pelo Ministério Público do Trabalho, em Belo Horizonte, no dia 20 de maio.

Além do Deputado Estadual Durval Ângelo, presidente da Comissão, estiveram presentes os Deputados Estaduais Celinho do Sinttrocel e Rogério Correia, e Deputada Federal Jô Moraes. Representando o Ministério Público do Trabalho compareceram o Procurador-Chefe, Helder Amorim, e a Procuradora-Chefe-Substituta da PRT 3ª Região, Sônia Toledo. A ANPT também esteve presente na pessoa de sua Diretora de Comunicação, a Procuradora Regional do Trabalho Yamara Figueiredo. O evento ainda contou com a participação dos representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, com a ampla participação de representantes das centrais sindicais, de diversos sindicatos e da população.

Em sua exposição, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais, Helder Amorim, classificou como inaceitável e inconstitucional a amplitude da terceirização proposta pelo projeto: “Esse projeto de lei, ao propor disseminar a terceirização sem limite, nas atividades finalísticas das empresas, é a mais radical investida de flexibilização dos direitos fundamentais dos trabalhadores desde a Constituição de 1988. No âmbito da Administração Pública, o projeto de lei viola diretamente os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade”.

Além de ampliar a discussão sobre o tema, o debate público resultou na aprovação de quatro requerimentos, alguns sugeridos pela Procuradora-Chefe Substituta, Sônia Toledo, a exemplo do envio de correspondência aos Deputados Federais integrantes da CCJ da Câmara dos Deputados, ainda na data de ontem, relatando a contrariedade manifestada por todas as entidades e instituições presentes ao Debate Público, contra o Projeto de Lei, e o envio de comunicação à 102ª Conferência da OIT, que se encontra em curso, relatando o propósito precarizador dos direitos dos tralhadores, veiculado pelo PL 4.330/2004.

Ainda restaram aprovados requerimentos de envio das notas taquigráficas da Audiência Pública para diversas instâncias do poder público, inclusive para a Presidência da República, exigindo uma posição do Governo Federal a respeito da proposição.

Um abaixo assinado eletrônico lançado no dia do Ato Público, no Ministério Público do Trabalho, já conta com mais de 1.300 assinaturas. Você ainda pode assinar. Clique aqui

Leia também: – Artigo Procurador do Trabalho Helder Amorim:  O PL 4.330/2004 e a Inconstitucionalidade da Terceirização Sem Limite
– 
Terceirização desmedida preocupa parlamentares mineiros
– Debate público discute projeto de lei que amplia terceirização no trabalho

 

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REP já é NOTÍCIA DE FATO no MPT Digital

sexta-feira, 7 junho 2013,10:11

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A novidade entrou no ar no início desta semana

Desde terça-feira, 4, todos os procedimentos que os usuários cadastravam como Representação no MPT Digital passaram a receber automaticamente a denominação “Notícia de Fato”. A novidade concretiza, no Brasil inteiro, uma mudança oficializada pela Portaria PGT 241, de 24 de abril deste ano, que estabeleceu também a numeração única para os processos administrativos da atividade-fim do MPT.

“Notícia de fato” é uma das modalidades de procedimento fixadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público do Trabalho, para unificar a nomenclatura de procedimentos em todos os ramos do Ministério Público.

“Essa é mais uma entre as diversas medidas que estão sendo implementadas, no âmbito do MPT, para integrar os sistemas de todas as regionais, possibilitar a pesquisa unificada e evitar transtornos como a abertura de mais de uma investigação para o mesmo investigado”, explica o titular da Coordenadoria de Órgãos Agente e Interveniente, Aloísio Alves.

Entenda o que significa cada grupo de números da Notícia de Fato de 000001.2013.03.010/6, aberta pela PTM Divinópolis neste ano.

000001: Número sequencial
002013: Ano da criação do processo
000 03: Regional a que pertence
00 010: PTM em que tramita
000/6: Dígito verificador

As dez PTMs mineiras estão ordenadas pela data de instalação. Confira:

001 – Uberlândia
002 – Juiz de Fora
003 – Varginha


004 – Patos de Minas
005 – Montes Claros
006 – Governardor Valadares
007 – Coronel Fabriciano
008 – Teófilo Otoni
009 – Pouso Alegre
010 – Divinópolis

 

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